Projetos

Salvar o Rolieiro da Extinção

Desafios para a conservação de uma espécie criticamente ameaçada em Portugal

Área Científica de Foco: Biodiversidade

Entidade promotora: EBM – Estação Biológica de Mértola
Financiamento: Associação Viridia – Conservation In Action

Calendário: fevereiro 2023 – fevereiro 2026

Localização: Alentejo e Beira Baixa

Equipa: Inês Catry (BIOPOLIS-CIBIO, EBM; investigadora responsável), João Gameiro (BIOPOLIS-CIBIO); Teresa Catry (CESAM)

Parceiros: Liga Para a Proteção da Natureza (LPN)

O rolieiro, Coracias garrulus, uma das 17 espécies de aves nidificantes em Portugal com estatuto “criticamente ameaçado”, tem vindo a sofrer uma contração significativa na sua área de distribuição, encontrando-se atualmente restrito ao interior centro e sul do país e ocorrendo descontinuamente em habitats agrícolas extensivos e montados esparsos.

Estudos realizados neste âmbito sugerem que o declínio desta espécie resulta de alterações do uso do solo e da escassez de locais de nidificação. O rolieiro é um bioindicador das práticas agrícolas.

A implementação de ações de conservação e criação de uma rede de caixas-ninho nas Zonas de Proteção Especial (ZPE) com habitat favorável à ocorrência da espécie são medidas fundamentais para contrariar a tendência verificada. No âmbito do projeto pretende-se:

  1. Disponibilizar uma rede de caixas-ninho nas principais ZPE com habitat estepário para fomentar o aumento do número de casais, reforçar os núcleos reprodutores residuais, e potenciar o alargamento da área de distribuição, restaurando as populações nas regiões onde a espécie desapareceu recentemente;
  2. Reestabelecer o programa de monitorização de longo termo da população para investigar os parâmetros reprodutores demográficos e avaliar a eficácia das medidas implementadas;
  3. Realizar um censo nacional para estimar o efetivo e tendência populacional;
  4. Investigar o impacto das alterações do uso do solo, nomeadamente o tipo e intensidade de pastoreio, no sucesso reprodutor;
  5. Investigar as rotas migratórias e áreas de invernada para identificação de potenciais ameaças no período não-reprodutor;
  6. Promover a sensibilização do público e stakeholders para garantir condições que permitam a preservação do rolieiro a longo prazo.